Dinheiro e bem-estar: por que organização financeira também melhora a qualidade de vida?

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Gerente de Benefícios e Institutos da Funpresp, João Luiz de Medeiros, explica como pequenas atitudes podem trazer mais tranquilidade, autonomia e qualidade de vida.

Você já sentiu aquele frio na barriga só de pensar em abrir o aplicativo do banco? Se a resposta for sim, provavelmente, você é um dos muitos brasileiros que estão com pouca ou nenhuma saúde financeira. Quando o assunto é “qualidade de vida” no mundo das finanças, estar com as contas em dia faz mais sentido do que um prato com salada, uma rotina de treinos e oito horas de sono bem dormidas.

A verdade é que nada anula a ansiedade de um boleto vencido e a incerteza de não saber se o dinheiro vai chegar até o fim do mês. É justamente aqui que finanças e qualidade de vida se encontram: quanto mais clareza temos sobre os gastos, maiores as chances de tomarmos decisões conscientes. Afinal, organização financeira está para bem-estar e saúde mental, assim como uma rotina de treinos e dieta estão para uma vida saudável.

O blog “Quem Planeja Realiza” entrevistou o gerente de Benefícios e Institutos da Funpresp, João Luiz de Medeiros, planejador financeiro com certificação CFP® (Certified Financial Planner), padrão global de excelência para profissionais que atuam na gestão de patrimônio e finanças pessoais. No Brasil, a certificação é concedida exclusivamente pela Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar), que é afiliada ao Financial Planning Standards Board (FPSB), órgão que tem a atribuição de conceder a certificação em 27 países.

Na entrevista, João explica como a organização financeira influencia o bem-estar, aponta atitudes simples que ajudam a reduzir preocupações e mostra de que forma uma relação mais consciente com o dinheiro pode trazer autonomia, segurança e tranquilidade para o presente e o futuro.

Confira a entrevista:

1 – Por que cuidar do dinheiro também deve ser entendido como uma forma de cuidado com o bem-estar?

O descontrole financeiro é uma das principais fontes de estresse, ansiedade e até problemas nos relacionamentos. Cuidar do dinheiro, portanto, não é uma questão apenas de planilha: é uma decisão de saúde — física, mental e emocional. Assim, organizar o orçamento funciona como um “remédio preventivo”, pois traz clareza, reduz preocupações e nos permite focar no que realmente importa: aproveitar a vida com saúde física e mental.

2 – Que pequenas atitudes financeiras podem gerar uma sensação maior de controle e alívio no dia a dia?

Anotar os pequenos gastos diários (mesmo aquele cafezinho), evitar compras por impulso e definir um limite semanal para despesas não essenciais já causam uma grande diferença. Outra atitude muito importante é separar uma pequena quantia assim que o salário cai na conta, criando aos poucos uma reserva financeira. Ver esse “colchão” crescendo vai trazer alívio e a sensação de que você está no comando.

3 – De que forma a organização financeira pode contribuir para uma vida com mais tranquilidade, autonomia e segurança?

Com as finanças em ordem, você deixa de ser refém dos boletos e passa a ser o “chefe” do seu próprio dinheiro. Isso significa ter a liberdade de fazer escolhas conscientes, como planejar uma viagem com a família, sabendo que há uma base sólida te protegendo. No fim das contas, organização financeira é o início de um futuro tranquilo e sem sustos.

Em resumo, para João, a organização financeira melhora a qualidade de vida, porque traz mais clareza, segurança e autonomia para tomar decisões. Ao conhecer os próprios gastos, planejar objetivos e se preparar para imprevistos, a pessoa reduz preocupações, evita escolhas por impulso e consegue equilibrar melhor o presente e o futuro. Assim, cuidar do dinheiro também se torna uma forma de cuidar do bem-estar emocional.

Conheça João Luiz de Medeiros

Profissional com mais de 20 anos no segmento de previdência complementar, é especialista em Previdência Complementar cedido da Previc e atua na Funpresp desde 2018, onde coordenou/contribuiu com a criação e formalização do Comitê de Auditoria, estruturou o Programa de Integridade, o Programa de Gestão de Riscos e o Programa de Educação Financeira e Previdenciária da Fundação. Graduado em Administração e Ciências Atuariais, com especialização em Atuária, Finanças, Investimentos e Riscos, e diversas certificações, a exemplo de todas da ANBIMA: CPA-10/20, CEA, CFG, CGA, CGE; planejamento financeiro – CFP® pela Planejar/FPSB; Administração e Investimentos pelo ICSS; gestão de riscos – ISO 31000; governança, pelo IBGC; entre outras.